sábado, 18 de janeiro de 2014

"Homem falso e pendurado"

Não sendo pessoa de festejar os dias em que os anos avançam, gostava de manter a tradição das doze passas: talvez não pela crença da boa sorte, mais pelo hábito criado na infância. São mais fortes esses: será a naturalidade e genuidade da idade que as marcam? Enfim...devaneios.
Este ano substituiu um desejo por uma promessa: não viajar para países com penas pesadas, como a pena de morte por exemplo, para o tráfico de droga. Não é que fosse agarrado: lembrava-se apenas dos oportunistas das malas momentaneamente abandonadas. Dois meses depois recebe um telefonema:" vamos fazer o programa da Tailândia? Parece-me interessante." Respondeu ao convite sem pesos lá em cima, na consciência, com muitos sapos lá embaixo, no estômago: gostava de viajar, adorava, mas tanto?

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