Lembro-me do dia em que ...
As enfermeiras iam à escola. Era o dia de vacinas, aquele que muitas crianças detestavam. Sabia que alguns dos meus colegas choravam e então ofereci-me para ser a primeira. Queria sorrir e ter um ar feliz quando me picassem para os outros meninos perceberem que aquilo não doía. Gosto de me recordar assim.
Fui para a escola de lencinho na cabeça, porque o meu irmão mais velho se lembrou de experimentar em mim a sua possivel vocação de cabeleireiro. Hoje em dia não ganha a vida num salão de cabeleireiro.
Não me lembrei de dizer à minha mãe que ia para casa de uma amiga. Raspanete proporcional à preocupação dela.
Jogarmos às estátuas e ao "1,2,3 macaquinho de chinês" no corredor fechado nos dias de chuva.
Escondermos as castanhas atrás das costas para voltarmos a receber nas rodadas seguintes. Era no dia do magusto. Fazia-se uma fogueira no recreio. Sentávamo-nos todos no muro à espera das castanhas, enquanto enfarruscávamos as caras uns dos outros com as mãos pretas de fuligem.
Apanhei a minha única reguada! O reflexo de retirada traiu-me e no momento em que a régua caiu na minha mão ela estava fechada e a fugir, mas não a tempo do toque nos nozinhos dos dedos. Ui!
A Tânia respondeu à mãe que estava a dar de comer aos botões quando ela os viu dentro da sopa.
Da Telma e da Susana. Da D. Anabela.
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