Sim, é verdade... fizeram-me assim: esquisito. Parece que herdei o gene do lado da mãe; segundo a minha avó paterna o meu pai era atinadinho, normalzinho e suportável até ao dia em que conheceu a Margarida - minha mãe.
Cresci a ouvir histórias de antepassados esquisitos; de tal maneira que a partir de certa geração - a que teve também maior número de elementos (incluiu os anos 60) - todos receberam como nome do meio: Esquisito. Curioso como sou - razão pela qual fui alcunhado de Esquisitato ( Esquisito+chato) logo na escola primária - fui auscultando a família para tentar compreender o motivo de tal alcunha. Concluí que todos tinham questionado padrões sociais, estereótipos...enfim, não se limitaram a dizer porque todos diziam; a fazer porque todos faziam. Escusado será dizer que, por esse motivo, alguns sofreram represálias pouco simpáticas: fogueiras, cordas, balas, horas de joelhos no chão, palmatórias... Felizmente, para mim, os tempos mudaram: e as minhas represálias ficam-se por saber que há quem se incomode ou se canse comigo porque questiono o "normal"; porque resolvo virar à esquerda quando todos vão para a direita. Aguento-me.
E, para fazer jus ao nome, deixo esta questão: pensar que incomodo .... devia?
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