Uma figura elegante: se era uma princesa! Delicada e discretamente distante, emocionalmente equilibrada, sobressaía na matilha de três; habituada à disciplina e obediência - típica escola suíça - estranhava os companheiros; tão nervosamente inquietos, teriam medo?
Crescemos juntas ( numa entrega mútua), brincámos e mimámo-nos desinteressadamente - como boas amigas ...
Deixou-me, sem avisar, apenas com um olhar. Acompanhavam-me ao portão: olhos castanhos redondos e vivos, inquisidores determinados e hipnóticos , perguntavam se voltaria; acontecia, quando ia de férias, que o sol ia e vinha - assim contava o tempo -, os carros passavam sem pararem, mas eu escondia-me, não chegava: hoje abri o portão, ela dormia.
Descansava para sempre.
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