quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

A história do cartão, depois do corte (cento e tal palavras)

"Vai ser no último dia, não vai? Eu sei: sempre foi!"

Um telefone de cabine roubou-me o cartão de débito! Estranho? Mesmo ali, debaixo da estátua de Sherlock. Tinha o crédito azul: não falharia. Falhou. Sem dinheiro. Arranquei na excursão de quatro dias após um simpático: "entra e pagas durante a viagem". Whiskie, Macs e monstros acompanharam maratonas desesperadas a bancos e correios, procuras infrutíferas de casas azuis. Não. Ninguém. 

No último dia - última cidade -, num ténue raio de esperança desacreditada, entrei nos correios: não. Banco: não, tente ali. Tentei: não, na casa azul. Distraí-me aqui do sinal. Entrei: uma hesitação enduvidada. Saí: olhei a parede. Azul! 

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